quarta-feira, 10 de setembro de 2008

21 - A primeira caçada

"A janela?" Eu perguntei, os andares de baixo.
Eu nunca tive medo de altura, mas sendo capaz de ver todos os detalhes tão claramante fez o prospecto ser menos apelador. Os ângulos das pedras baixo eram mais afiados que eu jamais teria imaginado.
Edward sorriu. "É a saída mais prática. Se você estiver com medo, eu posso te carregar."
"nós temos toda a eternidade, e você está peocupado com o tempo que vai levar pra sair pela porta de trás?"
Ele ficou sério. "Renesmee e Jacob estão no andar de baixo..."
"Oh."
Certo, eu era um monstro agora. Eu tinha que ficar longe de cheiros que pudesse atiçar meu lado selvagem. Das pessoas que eu amava em particular. Mesmo aqueles que eu nem conhecia ainda.
"Renesmee está... bem.. com o Jacob lá?" Eu sussurrei. Eu percebi tardiamente que devia ser o coração do Jacob que eu ouvia lá embaixo. Eu escutei de novo, mas eu podia ouvir apenas um pulso constante. "Ele não gosta muito dela."
Os lábios de Edward se contraíram de um jeito estranho. "Confie em mim, ela está perfeitamente à salvo. Eu sei exatamente o que o Jacob está pensando."
"Claro," eu murmurei e olhei pro chão de novo.
"Indecisa?" Ele desafiou.
"Um pouco. Eu não sei como..."
E eu estava plenamente consciente da minha família atrás de mim, assistindo silenciosamente. A maior parte. Emmett já ria por entre suas respirações. Um erro, e ela estaria rolando no chão. Então as piadas sobre a única vampira desajeitada do mundo começariam...
Também, aquele vestido - que Alice tinha que ter colocado em mim quando eu estava perdida demais queimando pra perceber - não era o que eu teria pegado pra pular ou caçar. Seda azul com laços? Por que ela achou que eu precisaria daquilo? haveria um coquetel mais tarde?
"Olha pra mim," Edward disse. E então, muito casualmente, ele pulou da granda janela aberta e caiu.
Eu assisti cuidadosamente, analizando o ângulo em que ele flexionou os joelhos pra absorver o impacto. O som de sua queda foi bem baixo - um som tão baixo que poderia ser comparado a um livro sendo cuidadosamente colocado em uma mesa.
Não parecia difícil.
Rangi meus dentes enquanto concentrava, e tentei imitar seu passo casual pra fora da janela.
Ha! O chão parecia se mover em minha direção tão suavemente que não havia nada mais do que colocar meus pés - que sapatos Alice tinha colocado em mim? Stilettos? Ela perdeu o juízo - colocar meus sapatos idiotas exatamente lá de modo que a queda não fosse diferente de colocar um pé num lugar plano.
Eu absorvi o impactos com a ponta dos pés, pra evitar quebrar meus saltos. Minha aterrisagem pareceu tão suave quanto a dele. Eu sorri pra ele.
"Certo. Fácil."
Ele sorriu de volta. "Bella?"
"Sim?"
"Foi um tanto graciosa - mesmo para uma vampira."
Eu pensei naquilo por um instante, e então eu sorri. Se ele tivesse dito só aquilo, então Emmett teria rido. Ninguém achou aquilo engraçado, então devia ser verdade. Foi a primeira vez que disseram a palavra graciosa pra mim em toda a minha vida... ou, bem, existência.
"Obrigada," eu disse à ele.
Então eu tirei os sapatos de cetim prateada dos meus pés um depois o outro e joguei de volta pela janela. Um pouco forte demais, talvez, mas eu ouvi alguém os pegar antes que eles pudessem danificar os quadros.
Alice resmungou, "O senso de moda dela não melhorou tanto quanto o equilíbrio."
Edward pegou a minha mão - eu não podia deixar de ficar maravilhada com sua suavidade, a temperatura confortável de sua pele - e se dirigiu pelo jardim de trás até à margem do rio. Eu fui junto com ele sem esforço.
Tudo parecia fisicamente simples.
"Vamos nadar?" Perguntei a ele quando paramos perto da água.
"E arruinar seu lindo vestido? Não. Vamos pular."
Eu apertei meus lábios, pensando. O rio tinha quase cinquenta metros de largura nessa parte.
"Você primeiro," eu disse.
Ele tocou minha bochecha, deu dois passos pra trás, e correu por aqueles dois passos, lançando-se de uma pedra firmemente presa na margem do rio. Eu estudei o movimento rápido dele quando ele arqueou-se sobre a água, finalmente dando uma cambalhota antes de desaparecer nas árvores do outro lado do rio.
"Aparecido," eu resmunguei, e ouvi sua risada.
Eu dei cinco passos pra trás, pra garantir, e respirei fundo.
De repente, eu estava ansiosa de novo. Não sobre cair ou me machucar - eu estava com medo de machucar a floresta.
Eu tive que ir devagar, mas eu podia sentir agora - a força bruta dos meus membros. Eu estava repentinamente certa de que, se eu quisesse passar por debaixo do rio, ou passar pelo meio da pedra do leito do rio, não me custaria muito. Os objetos ao meu redor - as árvores, os arbustos, as pedras... a casa - começaram a parecer muito frágeis.
Esperando que que Esme não gostasse de particularmente nenhuma árvore perto do rio, eu comecei a correr. E então parei quando o laço de cetim rasgou 20 centímetros na minha coxa. Alice!
Bem, Alice sempre pareceu tratar as roupas como se ela fossem descartáveis e fossem ser usadas uma única vez, então ela não se importaria com isso. eu me curvei pra cuidadosamente pegar a costura da bainha não danificada entre meus dedos e, fazendo a menor pressão possível, eu rasguei o vestido até a minha coxa. Então eu consertei o outro lado, pra ficar igual.
Muito melhor.
Eu podia ouvir a risada abafada na casa, e até mesmo o som de alguém rangendo os dentes. A risada vinha do andar de cima e de baixo, e eu facilmente reconheci a diferente, rouca, risada do primeiro andar.
Então Jacob estava assistindo também? Eu não podia imaginar o que ele poderia estar pensando agora, o que ele ainda fazia aqui. Eu tinha imaginado que nossa reunião - se ele pudesse me perdoar - seria num lugar distante no futuro, quando eu estivesse mais estável, e o tempo tivesse curado as feridas eu que tinha feito em seu coração.
Eu não me virei pra vê-lo agora, cautelosa com as minhas oscilações de humor. Não ia ser bom deixar qualquer emoção forte tomar conta da minha mente. Os medos de Jasper me deixaram de sobreaviso, também. Eu tinha que caçar primeiro antes de fazer qualquer outra coisa. Eu tentei me esquecer de tudo, de modo que eu pudesse me concentrar.
"Bella?" Edward me chamou por entre as árvores, sua voz se aproximando. "Você que que eu faça de novo?"
Mas eu me lembrava de tudo perfeitamente, claro, e eu não queria dar a Emmett uma razão pra achar mais graça no meu jeito de ser. Era físico - eu tinha que ser instintiva. Então eu respirei fundo e corri pro rio.
Sem o impecilho da minha saia, levou apenas uma corrida pra alcançar a margem da água. Em menos de um segundo, e ainda em tempo - meus ohos e minha mente perceberam rapidamente que um passo seria era suficiente. Foi simples colocar o meu pé direito na pedra e exercera pressão necessária pra mandar o meu corpo ao ar. Eu estava prestando mais tenção em controlar a força, e então eu errei na quantidade necessária - mas pelo menos eu não pisei no lado que me deixaria molhada. Os cinquenta metros do rio pareceram muito fáceis de ultrapassar...
Foi estranho, estonteante, eletrizante, mas uma coisa pequena. Um segundo inteiro já tinha passado e eu estava do outro lado.
Eu estava esperando que as árvores juntas fossem ser um poblema, mas elas foram surpreendentemente úteis. Foi uma simples questão de esticar uma mão enquanto eu caía no chão dentro da floresta e me agarrar num ramos; eu balancei suavemente do topo pro chão e caí nos meus pés, ainda que a cinquenta pés do chão.
Foi fabuloso.
Além do som da minha graciosa risada, eu podia ouvir Edward correndo pra me encontrar. Meu salto foi duas vezes mais longo que o dele. Ele alcançou a minha árvore, seus olhos arregalados. Eu agilmente pulei pro ramo a seu lado, sem fazer barulho aterrisando sobre a ponta dos meus pe´s.
"Foi bom?" Eu me perguntei, minha respeiração acelerada de excitação.
"Muito bom." Ele sorriu em aprovação, mas o seu tom causal não combinava com a surpresa em seus olhos.
"Podemos fazer de novo?"
"Foco, Bella - nós estamos indo caçar."
"Oh, esta certo." Eu concordei. "Caçar."
"Me siga... se você puder." Ele resmungou, sua expressão repentinamente desafiadora, e começou a correr.
Ele era mais rápido que eu. Eu não conseguia imaginar como ele movia suas pernas com tanta velocidade, mas era mais rápido que eu.
Contudo, eu era mais forte, e todo cada passo meu equivalia a três dele. E então eu voei com ele pelas árvores, a seu lado, não seguindo-o. Enquanto eu corria, eu não podia evitar de rir silenciosamente daquilo; a risada sequer me fez mais lenta ou confundiu meu foco.
Eu podia finalmente entender porque Edward nunca acertava as árvores quando corria - uma pergunta que eu sempre foi um mistério pra mim. Era uma sensação singular, o equilíbrio entre velocidade e clareza. Para, enquanto eu me lançava acima, abaixo, e embora o labirinto de árvores tenha se reduzido a uma mancha verde, eu podia cada folha em cada pequeno galho de cada arbusto que eu passei.
Fez o meu cabelo voar e meu vestido se embolar nas minhas costas, e embora eu soubesse que não deveria, eu sentia o calor na minha pele. Assim como os chão áspero da floresta não deveria parecer veludo aos meus pés, os galhos que chicoteavam na minha pele não deviam parecer penas.
A floresta era mais viva do que eu jamais soube - pequenas criaturas que eu jamaios pensei existirem em abundância nas minhas proximidades. Os animais tinhm uma reação muito mais sábia em relação ao nosso cheio do que os humanos pareciam ter. Certamente, tinha o efeito oposto em mim.
Eu ainda esperava ficar sem fôlego mas minha respiração era sem esforço. Eu esperei que meus músculos começassem a queimar, mas minha força parecia crescer enquanto eu me acostumava aos meus passos.
Meus saltos ficavam mais largos, e logo ele teria que tentar me acompanhar. Eu ri de novo, exultante, quando ouvi ele cair lá atrás. Meus pés descalços tocavam tão pouco o chão que eu me sentia mais voando do que correndo.
"Bella," ele chamou secamente, sua voz mesmo, cansada. Eu não podia escutar mais nada; ele tinha parado.
Resumidamente considerei a amotinação.
Mas, com uma olhada, virei e me desviei rapidamente pro seu lado, algumas centenas de metros atrás. Eu olhei pra ele cheia de expectativas. Ele estava sorrindo, com uma sobracelha levantada. Ele era tão lindo que eu só podia olhar.
"Você quer continuar no país?" Ele perguntou divertidamente. "Ou você estava planejando ir pro Canadá esta tarde?"
"Isso é bom," eu concordei, me concentrando menos no que ele dizia e mais no jeito hipnotizante que ele mexia seus lábios quando falava. Era difícil não me distrair com todas as coisas novas que meus poderosos olhos me mostravam. "O que nós estamos caçando?"
"Alces. Eu pensei em algo mais fácil pra você da primeira vez..."
Ele diminuiu quando meus olhos se fecharam ao som da palavra fácil.
Mas eu não ia discutir; eu estava sedenta. Assim que comecei a pensar sobre o secura queimando em minha garganta, isso era tudo em que eu coseguia pensar. Definitivamente ficando pior. Minha boca parecia como às quatro da tarde numa tarde de junho no Vale da Morte.
"Onde?" Eu perguintei, olhando pelas árvores, impaciente. Agora que eu estava prestando a atenção à minha sede, isso pareceu diminuir qualquer outro pensamento da minha cabeça, até mesmo os meis prazeirosos pensamentos sobre estar correndo, e os lábios de Edward e o beijo e... queimando de sede. Eu não podia deixar de pensar nisso.
"Espere um minuto," ele disse, colocando suas mãos suavemente nos meus ombros. A urgência da minha sede retrocedeu momentaneamente ao toque dele.
"Agora feche seus olhos," ele murmurou. Quando eu obedeci, ele colcou suas mãos em meu rosto, acariciando me rosto. Eu senti minha respiração acelerar e esperei inutilmente ficar corada.
"Escute," Edward instruiu. "O que você ouve?
Tudo, eu teria dito; sua voz perfeita, sua respiração, os lábios dele se tocando quando ele falava, o sussuro dos pássaros alisando suas penas com o bico no topo das árvores, os batimentos do coração deles, as folhas da árvores balançando, o barulhinhos das fomigas seguindo umas as outras numa grande fileira no tronco de uma árvore próxima. Mas eu sabia que ele queri dizer de uma coisa específica, então eu deixei minhas orelhas abertas, procurando algo diferente zumbido da vida ao meu redor. Havia um espaço aberto perto da gente - o vento fazia um som diferente na grama exposta - e um pequeno córrego, com um leito rochoso. E lá, perto do barulho da água, havia o marulhar de línguas, e uma sonora batida de corações, bombeando correntes grossas de sangue...
Parecia que os lados da minha garganta iam se juntar...
"No córrego, a nordeste?" Eu perguntei, meus olhos ainda fechados.
"Sim." O tom dele era aprovador. "Agora... espere pela brisa de novo e... qual o cheiro você sente?"
Maior parte, dele - o estranho perfume de lilás-mel-e-sol. Mas o rico cheiro da terra e de musgo, a resina das sempre verdes, o calor, quase abundante cheiro de roedores escondidos nas fendas das árvores. Eu me foquei na água e encontrei o cheiro que devia tinha vindo com o barulho da água e das batidas de coração. Um outro cheiro quente, rico e picante, mais forte que os outros. E quase tão desagradável quanto o riacho. Eu tapei meu nariz.
Ele riu. "Eu sei - demora um tempo até se acostuma."
"Três?" Eu supus.
"Cinco. Há mais dois atrás deles, nas árvores."
"O que eu faço agora?"
A voz dele soou como se ele estivesse sorrindo. "O que você acha que tem que fazer?"
Eu pensei, meus olhos ainda fechados enquanto eu escutava e sentia o cheiro. Outro ataque de sede invadiu meu subconsciente, e repentinamente o quente, picante odor não era tão rejeitável. Pelo menos era alguma coisa quente e úmida pra desressecar a minha boca. Meus olhos se abriram.
"Não pense nisso," ele sugeriu enquanto levantava suas mãos pro meu rosto e dava um passo pra trás. "Apenas siga seus instintos."
Eu deixei que fosse guiada pelo cheiro, pouco consciente do meu movimentou quando eu voei pra pequena clareira de onde a corrente veio. Meu corpo posicionou-se pra frente automaticamente aganchando enquanto eu hesitava atrás das ávores. Eu podia ver um macho grande, duas dúzias de chifres ornando sua cabeça, à beira do riacho, e a sombra dos outros quatro apontando pra leste na floresta em câmera lenta.
Eu me centrei no cheiro do macho, o ponto mais quente em seu pescoço peludo, onde o calor pulsava mais forte. Apenas trinta metros - dois ou três pulos - entre nós. Eu me preparei pro primeio pulo.



Mas meus músculos se contraíram na preparação, o vento mudou, ficando mais forte agora, e vindo do sul. Eu não parei de pensar, desviando das árvores num caminho pependicular ao do meu plano original, assustando o alce pra floreta, correndo atrás de uma fragrância tão atrativa que não havia escolha. Era impulsivo.
O cheiro dominava completamente. Eu estava focada quando segui, consciente apenas do sede e do cheiro que primetia saciá-la. A sede ficou pior, tão dolorosa agora que confundiu meus outros pensamentos e eu comecei a me lembrar do fogo queimando nas minhas veias.
Havia apenas uma coisa que teria chance de entrar no meu foco agora, um instinto mais poderoso, mais poderoso do que a necessidade de extinguir o fogo - era o instinto de me proteger. Auto-preservação.
Eu estava repentinamente alerta ao fato de que estava sendo seguida. O impulso do irresistível cheiro indo contra o impulso de voltar e defender minha caça. Uma bolha de som se fez em meu peito, meus lábio deixaram os meus dentes à mostra em sobreaviso. Meus pés ficaram mais lentos, a necessidade de proteger minha retaguarda lutando contra o desejo de saciar minha sede.
E então eu podia ouvir meu perseguidor avançado, e a defesa ganhou. Assim que virei, o crescente som subiu e saiu da minha garganta.
O feroz rosnado, saindo da minha própria boca, foi tão inesperado que me deu um pouco de lucidez. Isso me desconsertou e limpou a minha mente por um instante - a cegueira causada pela sede retrocedeu, embora a sede ainda queimasse.
O vento mudou, trazendo o cheiro da terra úmida e da chuva pro meu rosto, além de me livrar do apelo de outro cheiro - um cheiro tão delicioso que só podia ser humano.
Edward parou um pouco distante, os braços levantados como se fosse me abraçar - ou me conter. O seu rosto estava tenso e cauteloso, horrorizado.
Eu percebi que estava prestes a atacá-lo. Com um grande solavanco, eu endireitei minha posição de defesa. Eu prendi a repiração enquando refocava, temendo o poder da fragrância vindo do sul.
Ele conseguia ver a razão voltar pro meu rosto, e deu um passo em minha direção, abaixando os braços.
"Eu tenho que sair daqui," eu disse pelos meus dentes, usando o ar que eu tinha.
O choque atravessou seu rosto. "Você pode sair?
Eu não tinha tempo de perguntar o que ele queria dizer com isso. Eu sabia que a habilidade de pensar claramente só ia durar até que eu pudesse parar de pensar em-
Eu disparei a correr de novo, rapidamente em direção ao norte, concentrando somente no desconfortável sentimento de privação sensorial que parecia ser a única resposta do meu corpo à falta de ar. Minha única chance era correr pro mais longe pra que o cheio atrás de mim fosse simplesmente perdido. Impossível de achar, mesmo se eu mudasse a minha mente...
Mais uma vez, eu estava consciente de estar sendo seguida, mas eu estava sã dessa vez. Eu combati o instinto de respirar - pra usar os sabores do ar e ter certeza de que era Edward. Eu não tive que lutar muito;embora eu estivesse correndo mais rápido e eu jamais tinha corrido antes, voando como um cometa diretamente pelo caminho eu podia achar as árvores; Edward me pegou depois de um minuto.
Um novo pensamento me ocorreu, e eu parei, meus pés parados. Eu tinha certeza que seria seguro ali, mas eu prendi a respiração, só pra garantir.
Edward passou por mim, surpreso com minha parada repentina. Ele voltou e estava ao meu lado em um segundo. Ele colocou suas mãos nos meus ombros e olhou nos meus olhos, o choque ainda era a expressão dominante em seu rosto.
"Por que você fez isso?" Ele perguntou.
"Você me deixou te alcançar antes, não foi?" Eu perguntei de volta, ingorando sua pergunta. Eu eu pensei que estava indo tão bem.
Quando eu abri minha boca, eu podia degustar o ar - ele estava impoluto agora, sem qualquer traço do perfume que atormentou a minha sede. Eu respirei cautelosamente.

Ele balançou a cabeça, evitando ser desviado. "Bella, como você fez aquilo?"
"Fugir? Eu prendi a respiração."
"Mas como você parou de caçar?"
"Quando você veio atrás de mim... Eu sinto muito sobre aquilo."
"Por que você está pedindo desculpas pra mim? Eu sou o único que foi descuidado. Eu supus que ninguém estaria tão longe das trilhas, mas eu tinha que ter checado antes. Eu erro muito estúpido! Você não tem nada do que se desculpar."
"Mas eu rosnei pra você!" Eu ainda estava horrorizada que eu fui fisicamente capaz de tal blasfêmia.
"Claro que você rosnou. É o mais natural. Mas eu não consigo entender como você fugiu."
"O que mais eu poderia fazer?"Eu perguntei. A atitude dele me confundiu - o que ele queria que tivesse acontecido? "Poderia ser alguém que eu conheço!"
Ele olhou pra mim, repentinamente rompendo-se em uma sonora gargalhada, jogando sua cabeça pra trás e fazendo o som ecoar pelas árvores.
"Por que você está rindo de mim?"
Ele parou, e eu podia ver que ele estava meio zangado.
Controle-se, eu pensei comigo mesma. Eu tinha que contorolar meu temperamento. Como se eu fosse uma lobisomem jovem ao invés de uma vampira.
"Eu não estou rindo de você, Bella. Eu estou rindo poque estou em choque. E eu estou em choque porque eu estou completamente assombrado."
"Por quê?"
"Você não deveria ser capaz de fazer nada disso. Você não deveria ser tão... racional. Você não devia ser capaz de ficar aqui discutindo isso comigo calma e tranquilamente. E, mais que tudo, você não devia ser capaz de freiar uma caçada com o cheio de humano no ar. Até mesmo vampiros amadurecidos têm dificuldade de fazer isso - nós somos sempre muito cuidadosos sobre onde nós caçamos de modo que não nos coloquemos no caminho da tentação. Bella, você está se comportando como se tivesse décadas de idade."
"Oh." Mas eu sabia que ia ser difícil. Era por isso que eu estava tão em guarda. Eu estava esperando que fosse difícil.
Ele colocou suas mãos no meu rosto de novo, e seus olhos estava maravilhados. "O que eu não daria pra conseguir ver a sua mente por apenas esse momento."
Emoções fortes. Eu estava preparada pra parte da sede, mas não pra isso. Eu estava certa que não seria do mesmo jeito quando ele me tocasse. Bom, de fato, não era a mesma coisa.
Era mais forte.
Eu me estiquei pra tocar seu rosto; meus dedos passaram pelos seus lábios.
"Eu pensei que eu não me sentiria desse jeito por muito tempo?" Minha incerteza fizeram das palavras uma pergunta. "Mas eu ainda quero você."
Ele piscou em choque. "Como você consegue se concentrar nisso? Você não está insuportavelmente com sede?"
Claro que eu estava agora, agora que ele me lembrou!
Eu tentei engolir e então suspirei, fechando meus olhos como eu tinha feito antes pra ajudar a me concentrar. Eu deixei meus sentidos oscilarem ao meu redor, tensa dessa vez pra se acaso algum outro ataque violento por causa do delicioso cheiro.
Edward baixou as mãos, nem mesmo respirou quando eu ouvi cada vez mais distante na teia de verde, separando os cheiros e sons não tão apelativos à minha sede. Tinha um traço de uma coisa diferente, um traço fraco à leste...
Meus olhos se abriram de repente, mas o meu foco estava nos sentidos mais aguçados quando eu me virei e disparei pra leste. O chão passou abruptamente quase ao mesmo tempo, e eu corri numa posição de caçada, perto do chão, indo pras árvores uando era mais fácil. Eu sentia melhor que ouvia Edward comigo, voando silenciosamente pelas árvores, me deixando guiar.
A vegetação se esmaecia quando eu me curvava mais; o cheiro de campo e resina ficando mais forte, enquanto eu percorria a trilha - era um cheiro quente, mais aguçado do que o cheiro de alce e mais apelativo. Alguns segundos mais e eu poderia ouvir os passos silenciosos dos imensos pés, muito mais claros que o barulho de cascos. O som estava alto - nos ramos ao invés de no chão. Automaticamente eu disparei para os ramos também, ganhando uma posição estratégica, em cima de uma árvore.
O suave barulho de patas prosseguiu secretamente abaixo de mim agora; o precioso cheiro estava muito próximo. Meus olhos apontaram o movimento conectado ao som, e eu vi o amarelada pele do grande gato escapulindo junto ao grande arbusto de uma trepadeira bem abaixo de onde eu estava espreitando. Ele era grande - facilmente quatro vezes o meu peso. Seus olhos olhavam o chão; o gato caçava, também. Eu senti o cheiro de algo menor, misturando-se ao aroma da minha presa, agachada embaixo da árvore. O rabo do leão contraía-se espasmodicamente enquanto ele se preparava pra correr.
Com um pulo rápido, eu zarpei pelo ar e aterrisei no arbusto de leão. Ele sentiu sentiu a madeira tremer e se virou, grinhiu em surpresa e desafio. Ele findou o espaço entre nós, seus olhos brilhando de fúria. Enlouquecida pela sede, eu ignorei as presas e garras amostra e me lancei sobre ele, derrubando-nos no chão da floresta.
Não era muito uma luta.
As garras afiadas dele poderiam ter se reduzido a dedos por todo o impacto que eles tiveram na minha pele. Seus dentes não tiveram sucesso contra meu ombro ou minha garganta, e sua instintiva resistência era lamentavelmente fraca contra a minha força. minhamandibula se fecharam facilmente no ponto preciso onde o fluxo quente estava concentrado.
Foi tão dificil quanto morder manteiga. Meus dentes eram como aço afiado; eles cortaram através do pêlo e da gordura e nervos como se eles nem estivessem ali.
O sabor era ruim, mas o sangue era quente e úmido, então acalmou a coceira enquanto eu bebia impetuosamente. A força do gato diminuia progressivamente e seus gritos acabaram num gemido. O calor do sangue radiante por todo o omeu corpo, aquecendo até as pontas dos meus dedos da mão e dos pés.
O leão tinha acabado antes que eu estivesse saciada. A sede iluminou-se de novo quando ele ficou seco, e eu empurrei a carcaça dele pra longe de mim em desgosto. Como eu ainda podia ter sede depois de tudo aquilo?
E me pus ereta num moviimento rápido. Esperando, eu percebi que estava um pouco bagunçada. Eu limpei o meu rosto com as costas da mão e tentei arumar o vestido. As garras não tiveram efeito sobre a minha pele, mas tinha tido contra o cetim.
"Hmm," Edward disse. Eu olhei pra cima pra vê-lo casualmente encostado no tronco de uma árvore, me assistindo com um olhar pensativo.
"Eu acho que poderia ter feito melhor." Eu estava coberta de sujeira, meu cabelo bagunçado, meu vestido manchado de sangue e em frangalhos. Edward não chegava em casa de caçadas daquele jeito.
"Você foi perfeitamente bem," ele me assegurou. "É só que é mais difícil assistir isso do que eu pensei que seria."
Eu segui minhas sobrancelhas, confusa.
"Vai contra meus princípios," ele explicou, "deixar você lutar contra leões. Eu estava ansioso pra atacar o tempo todo."
"Bobo."


"Eu sei. Velhos hábitos não morrem. Eu gostei dos melhor a menos do seu vestido."
Se eu pudesse, eu teria corado. Eu mudei de assunto. "Por que eu continuo com sede?"
"Porque você é jovem."
Eu suspirei. "E eu suponho que não haja outro leão das montanhas por perto."
"Muitos cervos."
Eu fiz careta. "Eles não cheiram bem."
"Herbívoros. Os carnívoros têm o cheiro mais próximo dos humanos," ele explicou.
"Não muito como os humanos," eu discordei, tentando não lembrar.
"Nós podemos voltar," ele disse solenemente, mas tinha uma tom de brincadeira em seu olhar."Quem quer que estivesse lá fora, se fossem homens, eles provavelmente não se importariam em ser mortos por você." Seus olhos percorreram meu vestido de novo. "Na verdade, eles pensariam que já estavam mortos e tinham ido pro paraíso no momento em que te vissem."
Eu revirei os olhos e bufei. "Vamos caçar alguns herbívoros fedorentos."
Nós encontramos um grande grupo de cervos enquanto corriamos de volta pra casa. Ele caçou comigo dessa vez, agora que eu tinha pegado o jeito. Eu derrubei um grande macho, fazendo mais ou menos a mesma bagunça que fiz com o leão. Ele tinha acabado com dois antes que eu pudesse acabar com um, sem se descabelar ou manchar sua camisa branca de sangue. Nós seguimos o espalhado e aterrorizado rebanho, mas ao invés de comer de novo, dessa vez eu assisti atenciosamente como ele era capaz de caçar sem fazer sujeira.
Todas as vezes que eu desejei que Edward não me deixasse pra trás quando fosse caçar, eu secretamente ficava um pouco aliviada. Porque eu sabia que ver aquilo ia ser um pouco assustador. Horripilante. Como se vê-lo caçando fosse definitivamente fazê-lo parecer como um vampiro pra mim.
Claro, era muito diferente sob essa perpectiva, de ser uma vampira. Mas eu duvidei que mesmo meus olhos humanos perderiam a beleza ali.
Foi surpreendentemente sensual o que eu experimentei observando Edward caçar. Sua corrinda suave era sinuosa como o bote de uma cobra; as mãos dele eram tão precisas, tão fortes, tão completamente difíceis de escapar; seus lábios erm tão perfeitos quando ele deixava os dentes brilhantes a mostra. Ele era glorioso. Eu senti uma súbita onda de orgulho e desejo. Ele era meu. Nada poderia tirar ele de mim agora. Eu era forte demais pra ser tirada do seu lado.
Ele era muito rápido. Ele virou pra mim e olhou curiosamente pra minha expressão maldosa.
"Não está mais com sede?" Ele perguntou.
Eu me encolhi. "Você me distraiu. Você é muito melhor niso do que eu."
"Séculos de prática." Ele sorriu. Os olhos dele tinham um desconcertante tom de dourado agora.
"Só um," eu corrigi.
Ele riu. "Você está satisfeita por hoje? Ou queria continuar?"
"Satisfeita, eu acho." Eu me sentia bem cheia, meio viscosa, até. Eu não tinha certeza de mais quantos litros caberiam no meu corpo. Mas o fogo em minha garganta estava apenas adormecido. E de novo, Eu sabia que a sede era uma parte dessa vida que eu não podia fugir.
E valia a pena.
Eu me senti sob controle. Talvez meu senso de seguança fosse falso, mas eu me sentia muito bem por não ter matado ninguém hoje, Se eu podia resistir humanos estranhos, eu não seria capaz de resistir a um lobisomem e um bebê meio vampiro que eu amava?
"Eu quero ver Renesmee," eu disse. Agora que a minha sede estava controlada(nada mais perto de saciada), minhas preocupações eram difíceis de esquecer. Eu queria reconciliar a estranha que era minha filha com a criatura que eu amava a três dias atrás. Era tão estranho, tão ruim não tê-la ao meu lado ainda. Abruptamente, eu me senti vazia e preocupada.

Ele me estendeu a sua mão. Eu segurei, e sua pele estava mais quente que antes. Suas bochechas estavam vagamente coradas, as sombras sob seus olhos tinham desaparecido.
Eu era incapaz de resistir em carinhar seu rosto. E de novo.
Eu meio que esqueci que estava esperando por uma resposta pro meu pedido quando olhei pros seus brilhantes olhos dourados.
Era quase tão difícil quanto fugir do cheiro do sangue humano, mas de alguma forma a necessidade de ser cuidadosa firmemente na minha cabeça quando eu me estiquei na ponta dos pés e coloquei meus braços em volta dele. Carinhosamente.
Ele não estava tão hesitante em seus movimentos; os braços deles se fecharam na minha cintura e ele me puxou fortemente pra mais perto do corpo dele. Os lábios dele se tocaram aos meus, mas pareciam suaves. Meus lábios não mais se moldavam aos dele; eles continuavam do jeito deles.
COmo antes, era com se o toque da pele dele, seus lábios, sua pele, estivessem se adaptando à minha maciez, dura pele e meus novos ossos. A todo o meu corpo. Eu não tinha imaginado que eu pudesso amá-lo ainda mais do que já amava.
Minha antiga mente não era capaz de suportar tamanho amor. Meu antigo coração não era forte o suficiente pra suportar.
Talvez essa fosse a parte de mim que eu tivesse trazido e intensificado na minha vida nova. Como a compaixão de Carlisle e a devoção de Esme. Eu provavelmente nunca seria capaz de fazer nada interessante ou especial como Edward, Alice ou Jasper podiam fazer. Talvez eu apenas amaria Edward mais do que qualquer um na história jamais amoou alguém.
Eu podia viver com aquilo.
Eu me lembrava de partes disso - enrolando meus dedos nos cabelos dele, seguindo os traços de seu peito - mas outras partes eram novas. Era uma experiência completamente diferente Edward me beijando sem medo, tão intensamente. Eu respondi à intensidade dele, e de repente estávamos caindo.
"Oops," eu disse, e ele riu embaixo de mim. "Eu não quis empurrar você assim. Você está bem?"
Ele acariciou meu rosto. "Um pouco melhor que bem. E uma expressão perplexa invadiu seu rosto. "Renesmee?" Ele perguntou sem certeza, tentando apurar o que eu mais queria naquele momento. Uma questão difícil de reponder, porque eu queria muitas coisas ao mesmo tempo.
Eu não podia dizer que ele não estava exatamente averso em acabar com a nossa viagem de volta, e era difícil pensar muito, que não fosse sua pele na minha - não havia muito mais do vestido mesmo. Mas as lembranças de Renesmee, antes e depois de nascer, estavam ficando cada vez mais surreais pra mim. Muito improváveis. Todas as minhas lembranças dela, eram lembraças humanas; uma aura de superficialidade sobre elas. Nada parecia real que não tivesse sido vista com esses olhos, tocadas por essas mãos.
Cada minuto, a realidade daquela pequena estranha ficava mais fosca.
"Renesmee," eu concordei, sentida, e fiquei em pé de novo, puxando ele comigo.

Nenhum comentário: